Não sou uma boa mãe cristã!

Meus filhos cresceram e como cresceram. Já saem de casa sozinhos, viajam sozinhos e estão em lugares e situações independentemente. Meu coração fica apertado e, confesso: às vezes, acordo na madrugada e não consigo pegar no sono de volta tão facilmente.

Criei meus filhos dentro da igreja, para a igreja. Isto está certo? Eu acho que o lugar mais seguro para eles é perto de mim. Será que alguém pensa assim como eu? Vejo-me como uma leoa querendo proteger meus filhos de quaisquer intempéries e frustrações. Quanta ilusão guardei. E veio a Palavra do Senhor a me confrontar: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.” Pv 22.6. A minha função é educar, interceder, colocar no caminho e deixar que eles percorram o seu chamado com o alicerce firme da educação e do desenvolvimento da fé que lhe demos, andando sozinhos. E que eles saibam que têm um lugar para voltar, a casa do Pai e dos pais.

A saída deles do lar doi um pouco, mas, quando eles sofrem, doi demais em nós. E por que eles sofrem? Sofrem porque sofrimento faz parte da vida de todos nós. Jesus não prometeu uma vida livre de infortúnios, mas uma vida cheia de significado e de propósitos. E para isso, os desafios chegam para nos moldar e nos preparar melhor.

“Um joelho ralado dói bem menos que um coração partido…”. A verdade é que eles escreverão suas próprias histórias, não mais em apenas cair e levantar físicos, mas no cair e no levantar emocional, espiritual, profissional e em tantas outras áreas. Terão seus corações partidos. Quem nunca os teve? Como consolar um coração partido por uma rejeição ou dar sabedoria para rejeitar sem ferir o outro? É bem difícil.

Acompanhar a vida dos filhos faz com que a nossa própria vida entre em retrospectiva. Sofremos junto com eles e mais um pouco, muitas vezes. Descobrimos que erramos mais do que realmente assumimos. E que somos mais egoístas do que pensamos. Certo dia, disse para um dos meus filhos para se afastar de um grupo que não tinha boa influência cristã para ele. Recebi um retrucada boa: “_Mãe, a Palavra de Deus diz que a gente é sal e luz no mundo e não devemos nos afastar das pessoas e sim ganhá-las para Jesus”. Eu quero proteger meus filhos, eu quero que eles não sofram nada e de jeito nenhum, eu quero que eles não se “misturem” com outras pessoas. Que tipo de mãe é essa? E eu conclui que eu não sou uma boa mãe cristã. Estou chocada com os meus próprios ensinamentos!!! Como eles dizem: buguei geral rsrsrsrsrsr

Para ser uma boa mãe cristã eu preciso mesmo desprender-me de meus controles e confiar totalmente nas orações que derramo aos pés do Senhor todos os dias em favor dos meus filhos. Eles são do Senhor primeiramente. O Senhor me deu o privilégio de carregá-los em meu ventre e ser canal de bênçãos na vida deles sempre, independentemente de estarem debaixo do mesmo teto ou não.

Também preciso me ver como mulher, filha de Deus, dependente e carente da provisão e proteção divinas sobre minha vida. Preciso ter uma vida independente da vida dos meus filhos e, ao passo, que crescemos juntos na vida e na caminhada da fé, cada um cumpra o seu chamado com os dons e talentos que o próprio Espírito Santo do Senhor distribuiu e capacitou.

A boa mãe cristã realmente não confia em seus próprios méritos, mas sim nos méritos de Jesus Cristo na cruz que nos trouxe salvação e vida abundante.

“Se não for o Senhor o construtor da casa,
será inútil trabalhar na construção.
Se não é o Senhor que vigia a cidade,
será inútil a sentinela montar guarda.” Salmos 107.1

 

Que possamos educar nossos filhos firmados na rocha, em Jesus, e confiar que Ele mesmo os protegerá e os livrará de todo o mal, em toda e qualquer situação; orando também a oração de Jesus pelos apóstolos:

“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou. Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.” João 17.14-19

Confiando no Teu cuidado e no Teu amor, Senhor, prosseguimos seguras de que todas as coisas cooperam conjuntamente para o bem de todos os Teus filhos. Ajuda-nos a ser boas mães, segundo o Teu coração, e que todos os dias possamos falar como o salmista:
Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhorme fazes viver em segurança” Salmos 4.8, em nome de Jesus! Amém!

Que o Senhor nos abençoe!

Um grande abraço,

Samara Queiroz

3 comentários sobre “Não sou uma boa mãe cristã!”

  1. Que palavra abençoadora e clara , Deus te abençoe Samara que você continue com essa humildade nos passando o que aprende do Senhor e mostrando que não é perfeita, isso nos mostra o quanto somos parte do corpo de Cristo em crescimento e que Ele te der graça com mãe.

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